A cada 10 brasileiros, quase 4 têm dor crônica.

As regiões do país com mais casos de dor crônica foram Sul (42%), Sudeste (38%) e Norte (36%). No Nordeste e no Centro-Oeste, as porcentagens são de 28 e 24%, respectivamente. Em todas as áreas, o sexo feminino é o que mais costuma apresentar a chateação. “Elas têm maior variação hormonal, o que faz com que fiquem mais suscetíveis à dor. Além disso, as mulheres vão mais ao médico do que os homens, que só procuram assistência quando não conseguem mais aguentar a sensação dolorosa”, analisa Oliveira.

A maior parte das pessoas com queixas do problema está na faixa dos 40 anos de idade. Para Charles de Oliveira, esse dado mostra os desafios que podemos enfrentar nas próximas décadas em termos de saúde pública. “Observando nossa pirâmide etária, temos mais adultos do que idosos. Daí porque há mais pessoas na fase reprodutiva com dores crônicas”, afirma o médico. “Mas, se essa pirâmide inverter e ficar como a de países desenvolvidos, com mais idosos, o cenário vai mudar. E temos que estar preparados para trabalhar com esses pacientes”, afirma.

Como prevenir

A dor crônica pode se dar de muitas formas. Segundo o presidente da Sobramid, entre as mais comuns estão as dores de coluna, especialmente nas regiões lombar e cervical. O sedentarismo e o uso excessivo de celulares e tablets em posições incorretas são as principais causas dessas encrencas.

Para evitá-las, é recomendável praticar atividade física regularmente e evitar passar muito tempo nessas telas. “Quando ereta, a cabeça de um adulto pesa 7 quilos, em média. Inclinada a 60 graus, como acontece durante o uso dessas tecnologias, ela passa a pesar 27 quilos”, informa Charles. O ideal é posicionar os aparelhos sempre na linha dos olhos. “Uma dica é cruzar um dos braços na altura do umbigo e apoiar nele o cotovelo do que está segurando o celular”, indica o especialista.